ÁUREA DERMATOLOGIA INTEGRADA
UMA PERGUNTA DIANTE DO ESPELHO
Artista: Davi Caires
Somos a primeira clínica galeria do Brasil e nossa proposta é unir arte e beleza num só lugar! Com iniciativa inovadora, trazemos para Salvador um espaço de exibição de obras de arte onde o público da clínica terá a oportunidade de acompanhar de perto toda a dinâmica de exposições, possibilitando que artistas tenham um novo espaço para exibirem seus trabalhos, fortalecendo suas redes de contatos e sobretudo, comercializarem suas obras, aquecendo o mercado da arte.
A Exposição
Então, é preciso estofo, já que a aparência é fugaz, como tudo que vive. Satisfação e insatisfação , a ambiguidade sempre pulsando. Falíveis tentativas de controlar o tempo. E a arte transcendendo e trazendo um pouco de alento, pois o real sem fantasia alguma para atenuar, devora.
Em busca de artifícios para sublimar, a mente turbulenta e altamente criativa de Davi Caires, artista contemporâneo como poucos, mais outra vez nos presenteia com uma coleção coesa, profunda, sempre amparada por seu alto teor cultural, que com seu talento goza de um domínio tão grande da técnica que é capaz de subverter em leveza de cores, quase em um tom pop seu manancial altamente sofisticado. Encontrou em “Uma pergunta diante do espelho” o objeto mágico para concretizar o sonho da eterna beleza.
Onde mais ela se eternizaria se não em uma obra de arte?
Neste projeto ele nos permite comungar com sua vasta bagagem intelectual em que nos apresenta a beleza brasileira constituída por uma matriz étnica diversa, que trouxe a nosso país uma miscigenação de encanto e harmonia inigualável. Símbolos e ideogramas são parte do feitiço que encontramos na obra do artista, proveniente de seu vasto estudo sobre os mitos, trazendo para o contexto a famosa fábula da Branca de Neve, do espelho que nunca mente. Será?
O Artista
Davi é primoroso o suficiente para criar em suas composições estéticas entrelinhas entre nossos desejos fugazes e o valor de um desejo que transcende o espírito; para isso usa sempre sua expressão como dispositivo. Seus processos de imersão e catarses de quebra e reconstrução, cria e re-cria alternativas de leituras da obra, como é de praxe em suas imersões, trazendo o erudito para o cotidiano, democratizando com requinte composições, bem como elementos como linhas, cores, texturas e formas; tudo isso feito em uma casa de vidro em meio ao Vale do Capão.