ÁUREA DERMATOLOGIA INTEGRADA
Exposição ‘Pele, Corpo & Alma’
Áurea Dermatologia Integrada expõe obras de Ricardo Alma
A exposição “Pele, Corpo & Alma”, do fotógrafo Ricardo Sena, busca acessar o terreno da expressão artística com um olhar interior, dando às mãos a intuição para fazer a arte germinar. Lugares como Salvador, Chapada Diamantina, Mata Atlântica e Amazônia foram explorados na construção da mostra, com cliques que unem elementos da natureza ao corpo humano. Para a caracterização das cenas registradas, há o uso da argila, elementos da flora e objetos específicos, que compõem o corpo humano tornando-o o grande protagonista.

“Pele, Corpo & Alma” é uma série sensorial, onde os modelos, com os olhos fechados, inspiram o espectador a olhar para dentro da própria essência, buscando a conexão com a natureza.
O trabalho é uma mistura de linguagens artísticas, onde o fotógrafo se inspira na pintura, na escultura e na performance. Os registros fotográficos deixam claro que, para as artes, não importa a expressão escolhida, desde que se consiga estabelecer o elo entre o artista e seu público, e a exposição “Pele, Corpo & Alma” cumpre tal proposta com maestria.
Acredito que para acessar o terreno da expressão artística é necessário um mergulhar-se, um olhar para dentro, ainda que não consigamos as respostas que procuramos ou um entendimento mais completo do que sentimos, daremos às mãos à intuição e a arte germinará. A série Pele, Corpo e Alma foi materializada em vários territórios (Salvador, Chapada Diamantina, Mata Atlântica e Amazônia). Para a construção das obras, há o momento da colheita, onde busco na natureza a argila e elementos da flora, ou objetos do entorno e os uno ao corpo humano, tendo ele (o corpo) como o grande protagonista. É uma série muito sensorial, praticamente todos os fotografados, estão com os olhos fechados – um olhar para dentro – conectando-se com a sua própria essência.
A diversidade é evidente na ampla gama de características físicas.
Contudo, valho-me da argila no corpo e no fundo fotográfico, como uma pele mágica, coberta pela ideia paradoxal de que aquele elemento essencial, a argila, representa o destino comum que todos teremos, quando a vida física chegar a sua finitude: o barro, a terra. E isto nos iguala existencialmente.
Este trabalho é uma mistura de linguagens artísticas, me inspiro na pintura, na escultura, na performance, mas é fotografia. Contudo, para as artes, não importa qual expressão é escolhida, desde que se consiga estabelecer o elo entre o artista e o seu público.